Para começar a minha tristeza começou não em mim, mas na crença de outras pessoas que não aguentaram me ver calmo ou apenas sonolento. Mas o que me incomodaria a ponto de ter que ficar triste pela aparente tristeza que supostamente andariam a rondar meus olhos? Seria o medo de minha loucura? Talvez a falta de tempo para fazer mais coisas? Quem sabe se não é a criatividade que por vezes me deixa só? Ou apenas a incapacidade de terminar meus trabalhos e escritos?
Como é irritante começar algo e não ter ideia de como finalizar. Tenho certeza que para concluir algo basta dar um inicio, um meio e um fim! Nossa até parece simples quanto assim escrevo, porém não é. Torturo-me tentando terminar a estória de uma garça e uma caturrita. Quebro a cabeça ao imaginar o que Mongo pode encontrar em seu caminho. Questiono-me sempre que tenho uma ideia sobre o que mais isto pode contar, será apenas uma história ou um fabuloso conto o que aquela resenha imaginaria poderia gerar?
A incapacidade de me apropriar de um estilo, fez de mim escrever de um jeito apenas meu, pelo menos não achei nada parecido ainda. Minhas poesias, conforme alguns, deveriam não estar em linhas e sim em parágrafos. Fazendo assim uma prosa rimada. Agora deveria eu abrir mão de um formato, de um estilo e de uma ideia por que não a domino? Responda você.
Você que assim como eu escreve todo dia sua história de seu jeito, com seu estilo e suas ideias. Será que o nosso objetivo mor é agradar o nosso publico, aqueles que já cativamos por sermos como somos? Ou será que temos que nos enquadrar em um padrão de vida que nos dita nosso formato, nosso estilo e ideias, apenas para sentir-se igual, mais um?
Esse blog colocarei textos que venho escrevendo ao longo desses dois últimos anos, postarei um por semana textos de vários assuntos e pensamentos aos que lerem lhe agradeço por visitar o meu blog.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
A roseira e a criança
Alguns adultos têm costumes estranhos, tratam flores como
tratam crianças, só por que cada um deles possui características semelhantes de
crescerem, desenvolverem-se por si sem rumo certo.
Uma roseira não tem uma direção exata para crescer, logo
seus ramos se espalham pelo ar e afloram-se belíssimas rosas, cada uma de uma
maneira uma mais bela que a outra o dom da roseira é dar rosas ao mundo nos
deliciar com a bela imagem de uma flor tão peculiar, tão bela.
E a criança? Poderás questionar-me e lhe direi: Certamente
as crianças são como as roseiras, não achas? As crianças crescem por si
desenvolvem-se por todos os caminhos que a sua vida proporciona, sem rumo certo
por aquilo que julgam que podem mudar o mundo. Então assim cada uma embeleza
aos nossos ouvidos com seus sonhos, nos provocam a sonhar novamente. Seus dons
surgem e mostram-se ao mundo, um mais belo que o outro, porém todos belos e
todos úteis!
E os adultos? O que os direi? Direi que aqueles que têm medo
de fugir dos padrões podaram tantos sonhos como ramos e assim matam as mais
belas rosas e os mais belos sorrisos. Quem nunca viu uma rosa sendo atrofiada,
perdendo seus membros nos quais haveria uma possibilidade de poder gerar a mais
bela flor da estação, com certeza já viu pais com sorrisos amarelos dizendo aos
seus filhos que aquilo que sonham não é futuro. Futuro meus caros, como disse
Roosevelt:
“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.”
“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.”
terça-feira, 12 de março de 2013
O chápeu dourado
Vendo uma apresentação do Cirque du Soleil (A Origem o Homem) em uma aula na faculdade, fiquei intrigado com um chápeu dourado que era dado ao homem na sua fase (segundo a professora) jovem adulta. Por mais que ela narrasse os acontecimentos do espetáculo pelos simbolismos que eram empregados, aquele chápeu passou despercebido. Então pesquisei as simbologias por trás dos chápeis e não achei nada que entrasse neste contexto. Por que um chápeu dourado é nos dado quando estamos supostamente no "auge" de nossas vidas?
Uma pergunta que veio-me a cabeça que muitos talvez não entendam porque dela, é pela cena seguinte do espetáculo, quando o homem abandona o chápeu e o troca por outro, um simples chápeu de couro, neste momento também é quando ele se localiza em sua vida, se situa, pois ali ele compreende o valor de seus pais e através de uma menina o homem torna-se mais simples.
Uma das primeiras definições que encontrei foi a de chápeis para artistas de rua no qual ele serve como a resposta financeira para sua apresentação. Se boa foi boa apresentação as pessoas contribuem com o que podem pelos momentos de alegria que a apresentação proporcionou.
A segunda foi de chápeis para o ocultismo e nesta talvez encontrei um fundo de verdade que talvez possa ser levado em conta, porém o uso do aparato pelo protagonista em todas as fases da vida, torna este significado no mínimo questionável em muitas fases. Para o ocultismo os pelos finos (cabelos) na nossa cabeça serviriam como antenas receptivas e os grossos (barba e bigode) emissoras de energias. Assim o uso do chápeu indicaria que o portador dele não tem nada a receber dos demais, pois cobre suas "antenas receptoras" dos demais.
Na terceira definição era tido que na Grécia Antiga ele era símbolo de sabedoria e liberdade. Mas como já sitei acima do uso continuo, este significado também se perde.
Após ler essas definições veio-me a cabeça; "Mas e se não o chápeu não é o foco e sim o dourado?" se usar desta lógica então deveria dar ao personagem uma roupa toda de cor ouro, já que na fase jovem adulta estamos no auge físico e mental.
Mesmo sem a resposta para este simbolo usado a pergunta que os faço é: Seria realmente o nosso auge ai, nesta idade? Após isso é tudo tornaremos menos do que éramos? Sinceramente se acreditada nisto, você acha que esta aproveitando o seu suposto "auge"?
Uma pergunta que veio-me a cabeça que muitos talvez não entendam porque dela, é pela cena seguinte do espetáculo, quando o homem abandona o chápeu e o troca por outro, um simples chápeu de couro, neste momento também é quando ele se localiza em sua vida, se situa, pois ali ele compreende o valor de seus pais e através de uma menina o homem torna-se mais simples.
Uma das primeiras definições que encontrei foi a de chápeis para artistas de rua no qual ele serve como a resposta financeira para sua apresentação. Se boa foi boa apresentação as pessoas contribuem com o que podem pelos momentos de alegria que a apresentação proporcionou.
A segunda foi de chápeis para o ocultismo e nesta talvez encontrei um fundo de verdade que talvez possa ser levado em conta, porém o uso do aparato pelo protagonista em todas as fases da vida, torna este significado no mínimo questionável em muitas fases. Para o ocultismo os pelos finos (cabelos) na nossa cabeça serviriam como antenas receptivas e os grossos (barba e bigode) emissoras de energias. Assim o uso do chápeu indicaria que o portador dele não tem nada a receber dos demais, pois cobre suas "antenas receptoras" dos demais.
Na terceira definição era tido que na Grécia Antiga ele era símbolo de sabedoria e liberdade. Mas como já sitei acima do uso continuo, este significado também se perde.
Após ler essas definições veio-me a cabeça; "Mas e se não o chápeu não é o foco e sim o dourado?" se usar desta lógica então deveria dar ao personagem uma roupa toda de cor ouro, já que na fase jovem adulta estamos no auge físico e mental.
Mesmo sem a resposta para este simbolo usado a pergunta que os faço é: Seria realmente o nosso auge ai, nesta idade? Após isso é tudo tornaremos menos do que éramos? Sinceramente se acreditada nisto, você acha que esta aproveitando o seu suposto "auge"?
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
O Sol e a mulher
No fim do
dia, sua mulher chega em casa, o dá um beijo e desaba em seu colo no sofá. Ele
acaricia os cabelos dela, e ela o fala:
- O lindo de
acordar tão cedo e estar na rua esta hora é ver o dia amanhecendo. Ver os
primeiros raios de Sol. Parece que desta forma o dia se inicia diferente, como
se eu mesma pudesse escolher o rumo que o dia vai tomar. Como se cada raio me
preparasse para tudo que vai acontecer no meu dia. Hoje o Sol te trouxe junto e
não imagino nada mais motivador!
- Vou te
contar uma estória pode ser?
- Pode ser
sim, meu amor!
- Hoje o Sol
de manhã mandou-me o seu recado, muito bonito por sinal, mas eu questionador
que sou perguntei ao Sol “O que te fez brilhar tão belo?” E ele depois de um
sorriso tímido respondeu-me: “Hoje havia alguém para competir, dei o meu
melhor, esbanjei cada raio ao máximo, mas cada raio a fazia sorrir mais e a
cada sorriso dela dava-me mais alegria para brilhar!” Com muita curiosidade
perguntei “Quem saiu ganhando?” E o Sol respondeu “Quem nos viu brilhar!”
Ela levanta-se
e o olha um tanto decepcionada – Não consegui ver o amor!
- Nesta
estória o amor da mulher é que faz o Sol ter de se esforçar para brilhar tanto
quanto o sorriso dela que competia sem saber com ele, o amor e a felicidade
dela poetizaram o Sol e este querendo se sobressair dava cada vez mais motivos
para a mulher sorrir!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
preso na teia
Há cerca de
duas semanas encontrei atrás de meu monitor um “anjinho” (aquelas bolinhas
brancas que saem das plantas e ficam voando por ai sem rumo) preso em uma teia
(bom eu deixo as aranhas trabalhar aqui). Quando eu o encontrei pela primeira
vez sem querer chamei-o por “sonho”. Quando percebi o erro, eu dei uma risada
sozinho no quarto, mas logo fiquei sério. Um sonho preso em uma teia!
Comecei a
analisar, de certa forma meu sonho também se prendera em uma teia e como não
gosto nem um pouco de saber disso. Com a intenção de me motivar sempre que
visse aquele “sonho” preso naquela teia ali o deixei. Passada as duas semanas a
teia caiu pelo peso da poeira que acumulou, isso me assustou, será que deixarei
meus sonhos caírem com o tempo?
Neste
momento olhei não para o futuro, mas sim para o passado e vi quantos sonhos
tive que caíram com o passar dos anos. Fiquei espantado. Temendo pelo meu
futuro olhei então para o presente e achei um motivo para dar um suspiro de
alívio. Tive inúmeros sonhos que a vida me “impediu” de realizar e olhei que na
verdade eu que em certo momento os abandonei ou substitui por outros. Resumindo
nunca parei de sonhar, mas agora tenho mais consciência dos meus sonhos e mais
gana para realizar-los. Entenda, quis ser soldado e lutar pelo país (barrado
por usar um remédio), quis ser músico para criticar e marcar as pessoas (tive
um problema nos nervos da mão que me impossibilitaram), neste momento eu tenho
o sonho de ser escritor (ou poeta, não me faz diferença o título) se perceber
bem poderei fazer ou realizar aquilo que sonhava agora de uma forma diferente. Agora
lhe pergunto a questão que encontrei:
“Será que os
sonhos mudam apenas de aparência mantendo-se na essência?”
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
no silêncio a solidão
Tentando
encontrar entre diversas músicas alguma que eu realmente queria escutar,
procurando entre álbuns, lembrei–me de uma. Peguei meu celular a chave de casa
e sai, o que queria escutar era o silêncio.
Quando
comecei a andar só consegui ouvir o vento, passando por mim, sussurrando em
meus ouvidos. Não havia mais poesia em minha cabeça, havia talvez apenas uma
sensação, apenas uma solidão. Sentindo-me só olho para meu celular, vejo mais
de cem números. Pensei em ligar para alguém, mas logo mudei de ideia. Se já não queria ouvir música não era de se
duvidar que não seria bom ouvir alguém. Senti apenas a necessidade de entender
a solidão.
A solidão
deixa qualquer pessoa mais forte, mais sábia e mais triste. Ela é cruel, traiçoeira,
implacável e misteriosa, coloca-nos aos seus pés pelo simples fato de deixar ecoar
dentre de nós o que pensamos, sentimos e queremos. É ela que vai revelar suas
duvidas e medos, é ela que amplia o que você é, pois não existe alguém para
interagir.
O silêncio é
a arma da solidão, esta arma faz você se ouvir e surgir-lhe-á uma questão, quem
é você? Se descobrir ou ficar nela por
muito tempo, verá que é a duvida mais calma para a alma. Quando se questionar
por que está sozinho, verá como a mente com o silêncio e a solidão faz de ti um
prisioneiro dos maus pensamentos te afundando em pressupostos muitas vezes ridículos.
Já me
acostumei com a solidão e o silêncio. Hoje precisei deles e não apenas neste
dia, mas vou precisar muito de dias assim. Já passei pelas provas de fogo e
enfrentei as questões mais negras dentro de mim. Encontrei a resposta para uma
velha pergunta e agora sigo viagem, pois lá fora o vento ainda sussurra.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Terapia de papel
Sei ser a
última corda para aqueles que estão caindo no poço, só não sei me puxar por
esta mesma corda. Talvez e apenas talvez eu não seja a corda, mas a pessoa que
esta no fundo e que dá um jeito de não deixar ninguém cair.
Sinto que
minha passagem por muitas vidas as ergueram em um certo momento e depois que
consegui as ajudar-las elas se tornaram independentes o que me deixa feliz por
eles, mas me tornei obsoleto, para um ser humano isso é cruel, ainda mais para
mim. Quando se ajuda a muitos e sente que os caminhos afastam-se tanto.
Outra possibilidade
que eu devo enxergar é que eu não sou uma corda, apenas uma mão que passou por
aquela pessoa naquele momento e a ergueu. Assim a tirei de seu buraco e indiquei
um caminho...
Acho que
estou chegando a uma conclusão meu problema não é o obsoleto, mas sim o meu
caminho que como já entendi será por um bom percurso sozinho. Sem ninguém e
pela primeira vez isso me dá medo. O caminho solitário é mais difícil, por isso
ou nos deixa mais forte ou nos mata...
Agora
compreendo que a ajuda que preciso é apenas moral. Melhor colocar meus tênis, se
as pessoas que já ergui já estão em caminhos agora diferentes deve haver mais
pessoas que podem precisar de minha ajuda mais para frente. Esta na hora de
colocar meu chapéu e seguir um abraço para quem ficar no meio do caminho triste
por nada, assim como acabei de estar.
Aqueles que eu
já ajudei saberão onde me encontrar e os que vou ajudar, bom estarão pelo
caminho. Até mais tristeza!
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