terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um início e um possível meio

Para começar a minha tristeza começou não em mim, mas na crença de outras pessoas que não aguentaram me ver calmo ou apenas sonolento. Mas o que me incomodaria a ponto de ter que ficar triste pela aparente tristeza que supostamente andariam a rondar meus olhos? Seria o medo de minha loucura?  Talvez a falta de tempo para fazer mais coisas? Quem sabe se não é a criatividade que por vezes me deixa só? Ou apenas a incapacidade de terminar meus trabalhos e escritos?
Como é irritante começar algo e não ter ideia de como finalizar. Tenho certeza que para concluir algo basta dar um inicio, um meio e um fim! Nossa até parece simples quanto assim escrevo, porém não é. Torturo-me tentando terminar a estória de uma garça e uma caturrita. Quebro a cabeça ao imaginar o que Mongo pode encontrar em seu caminho. Questiono-me sempre que tenho uma ideia sobre o que mais isto pode contar, será apenas uma história ou um fabuloso conto o que aquela resenha imaginaria poderia gerar?
A incapacidade de me apropriar de um estilo, fez de mim escrever de um jeito apenas meu, pelo menos não achei nada parecido ainda. Minhas poesias, conforme alguns, deveriam não estar em linhas e sim em parágrafos. Fazendo assim uma prosa rimada. Agora deveria eu abrir mão de um formato, de um estilo e de uma ideia por que não a domino? Responda você.
Você que assim como eu escreve todo dia sua história de seu jeito, com seu estilo e suas ideias. Será que o nosso objetivo mor é agradar o nosso publico, aqueles que já cativamos por sermos como somos? Ou será que temos que nos enquadrar em um padrão de vida que nos dita nosso formato, nosso estilo e ideias, apenas para sentir-se igual, mais um?

terça-feira, 2 de abril de 2013

A roseira e a criança


Alguns adultos têm costumes estranhos, tratam flores como tratam crianças, só por que cada um deles possui características semelhantes de crescerem, desenvolverem-se por si sem rumo certo.
Uma roseira não tem uma direção exata para crescer, logo seus ramos se espalham pelo ar e afloram-se belíssimas rosas, cada uma de uma maneira uma mais bela que a outra o dom da roseira é dar rosas ao mundo nos deliciar com a bela imagem de uma flor tão peculiar, tão bela.
E a criança? Poderás questionar-me e lhe direi: Certamente as crianças são como as roseiras, não achas? As crianças crescem por si desenvolvem-se por todos os caminhos que a sua vida proporciona, sem rumo certo por aquilo que julgam que podem mudar o mundo. Então assim cada uma embeleza aos nossos ouvidos com seus sonhos, nos provocam a sonhar novamente. Seus dons surgem e mostram-se ao mundo, um mais belo que o outro, porém todos belos e todos úteis!
E os adultos? O que os direi? Direi que aqueles que têm medo de fugir dos padrões podaram tantos sonhos como ramos e assim matam as mais belas rosas e os mais belos sorrisos. Quem nunca viu uma rosa sendo atrofiada, perdendo seus membros nos quais haveria uma possibilidade de poder gerar a mais bela flor da estação, com certeza já viu pais com sorrisos amarelos dizendo aos seus filhos que aquilo que sonham não é futuro. Futuro meus caros, como disse Roosevelt:
“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.”

terça-feira, 12 de março de 2013

O chápeu dourado

Vendo uma apresentação do Cirque du Soleil (A Origem o Homem) em uma aula na faculdade, fiquei intrigado com um chápeu dourado que era dado ao homem na sua fase (segundo a professora) jovem adulta. Por mais que ela narrasse os acontecimentos do espetáculo pelos simbolismos que eram empregados, aquele chápeu passou despercebido. Então pesquisei as simbologias por trás dos chápeis e não achei nada que entrasse neste contexto. Por que um chápeu dourado é nos dado quando estamos supostamente no "auge" de nossas vidas?
Uma pergunta que veio-me a cabeça que muitos talvez não entendam porque dela, é pela cena seguinte do espetáculo, quando o homem abandona o chápeu e o troca por outro, um simples chápeu de couro, neste momento também é quando ele se localiza em sua vida, se situa, pois ali ele compreende o valor de seus pais e através de uma menina o homem torna-se mais simples. 
Uma das primeiras definições que encontrei foi a de chápeis para artistas de rua no qual  ele serve como a resposta financeira para sua apresentação. Se boa foi boa apresentação as pessoas contribuem com o que podem pelos momentos de alegria que a apresentação proporcionou.
A segunda foi de chápeis para o ocultismo e nesta talvez encontrei um fundo de verdade que talvez possa ser levado em conta, porém o uso do aparato pelo protagonista em todas as fases da vida, torna este significado no mínimo questionável em muitas fases. Para o ocultismo os pelos finos (cabelos) na nossa cabeça serviriam como antenas receptivas e os grossos (barba e bigode) emissoras de energias. Assim o uso do chápeu indicaria que o portador dele não tem nada a receber dos demais, pois cobre suas "antenas receptoras" dos demais.
Na terceira definição era tido que na Grécia Antiga ele era símbolo de sabedoria e liberdade. Mas como já sitei acima do uso continuo, este significado também se perde.
Após ler essas definições veio-me a cabeça; "Mas e se não o chápeu não é o foco e sim o dourado?" se usar desta lógica então deveria dar ao personagem uma roupa toda de cor ouro, já que na fase jovem adulta estamos no auge físico e mental.
Mesmo sem a resposta para este simbolo usado a pergunta que os faço é: Seria realmente o nosso auge ai, nesta idade? Após isso é tudo tornaremos menos do que éramos? Sinceramente se acreditada nisto, você acha que esta aproveitando o seu suposto "auge"?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Sol e a mulher


No fim do dia, sua mulher chega em casa, o dá um beijo e desaba em seu colo no sofá. Ele acaricia os cabelos dela, e ela o fala:
- O lindo de acordar tão cedo e estar na rua esta hora é ver o dia amanhecendo. Ver os primeiros raios de Sol. Parece que desta forma o dia se inicia diferente, como se eu mesma pudesse escolher o rumo que o dia vai tomar. Como se cada raio me preparasse para tudo que vai acontecer no meu dia. Hoje o Sol te trouxe junto e não imagino nada mais motivador!
- Vou te contar uma estória pode ser?
- Pode ser sim, meu amor!
- Hoje o Sol de manhã mandou-me o seu recado, muito bonito por sinal, mas eu questionador que sou perguntei ao Sol “O que te fez brilhar tão belo?” E ele depois de um sorriso tímido respondeu-me: “Hoje havia alguém para competir, dei o meu melhor, esbanjei cada raio ao máximo, mas cada raio a fazia sorrir mais e a cada sorriso dela dava-me mais alegria para brilhar!” Com muita curiosidade perguntei “Quem saiu ganhando?” E o Sol respondeu “Quem nos viu brilhar!”
Ela levanta-se e o olha um tanto decepcionada – Não consegui ver o amor!
- Nesta estória o amor da mulher é que faz o Sol ter de se esforçar para brilhar tanto quanto o sorriso dela que competia sem saber com ele, o amor e a felicidade dela poetizaram o Sol e este querendo se sobressair dava cada vez mais motivos para a mulher sorrir!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

preso na teia


Há cerca de duas semanas encontrei atrás de meu monitor um “anjinho” (aquelas bolinhas brancas que saem das plantas e ficam voando por ai sem rumo) preso em uma teia (bom eu deixo as aranhas trabalhar aqui). Quando eu o encontrei pela primeira vez sem querer chamei-o por “sonho”. Quando percebi o erro, eu dei uma risada sozinho no quarto, mas logo fiquei sério. Um sonho preso em uma teia!
Comecei a analisar, de certa forma meu sonho também se prendera em uma teia e como não gosto nem um pouco de saber disso. Com a intenção de me motivar sempre que visse aquele “sonho” preso naquela teia ali o deixei. Passada as duas semanas a teia caiu pelo peso da poeira que acumulou, isso me assustou, será que deixarei meus sonhos caírem com o tempo?
Neste momento olhei não para o futuro, mas sim para o passado e vi quantos sonhos tive que caíram com o passar dos anos. Fiquei espantado. Temendo pelo meu futuro olhei então para o presente e achei um motivo para dar um suspiro de alívio. Tive inúmeros sonhos que a vida me “impediu” de realizar e olhei que na verdade eu que em certo momento os abandonei ou substitui por outros. Resumindo nunca parei de sonhar, mas agora tenho mais consciência dos meus sonhos e mais gana para realizar-los. Entenda, quis ser soldado e lutar pelo país (barrado por usar um remédio), quis ser músico para criticar e marcar as pessoas (tive um problema nos nervos da mão que me impossibilitaram), neste momento eu tenho o sonho de ser escritor (ou poeta, não me faz diferença o título) se perceber bem poderei fazer ou realizar aquilo que sonhava agora de uma forma diferente. Agora lhe pergunto a questão que encontrei:
“Será que os sonhos mudam apenas de aparência mantendo-se na essência?”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

no silêncio a solidão


Tentando encontrar entre diversas músicas alguma que eu realmente queria escutar, procurando entre álbuns, lembrei–me de uma. Peguei meu celular a chave de casa e sai, o que queria escutar era o silêncio.
Quando comecei a andar só consegui ouvir o vento, passando por mim, sussurrando em meus ouvidos. Não havia mais poesia em minha cabeça, havia talvez apenas uma sensação, apenas uma solidão. Sentindo-me só olho para meu celular, vejo mais de cem números. Pensei em ligar para alguém, mas logo mudei de ideia.  Se já não queria ouvir música não era de se duvidar que não seria bom ouvir alguém. Senti apenas a necessidade de entender a solidão.
A solidão deixa qualquer pessoa mais forte, mais sábia e mais triste. Ela é cruel, traiçoeira, implacável e misteriosa, coloca-nos aos seus pés pelo simples fato de deixar ecoar dentre de nós o que pensamos, sentimos e queremos. É ela que vai revelar suas duvidas e medos, é ela que amplia o que você é, pois não existe alguém para interagir.
O silêncio é a arma da solidão, esta arma faz você se ouvir e surgir-lhe-á uma questão, quem é você?  Se descobrir ou ficar nela por muito tempo, verá que é a duvida mais calma para a alma. Quando se questionar por que está sozinho, verá como a mente com o silêncio e a solidão faz de ti um prisioneiro dos maus pensamentos te afundando em pressupostos muitas vezes ridículos.
Já me acostumei com a solidão e o silêncio. Hoje precisei deles e não apenas neste dia, mas vou precisar muito de dias assim. Já passei pelas provas de fogo e enfrentei as questões mais negras dentro de mim. Encontrei a resposta para uma velha pergunta e agora sigo viagem, pois lá fora o vento ainda sussurra.  

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Terapia de papel


Sei ser a última corda para aqueles que estão caindo no poço, só não sei me puxar por esta mesma corda. Talvez e apenas talvez eu não seja a corda, mas a pessoa que esta no fundo e que dá um jeito de não deixar ninguém cair.
Sinto que minha passagem por muitas vidas as ergueram em um certo momento e depois que consegui as ajudar-las elas se tornaram independentes o que me deixa feliz por eles, mas me tornei obsoleto, para um ser humano isso é cruel, ainda mais para mim. Quando se ajuda a muitos e sente que os caminhos afastam-se tanto.
Outra possibilidade que eu devo enxergar é que eu não sou uma corda, apenas uma mão que passou por aquela pessoa naquele momento e a ergueu. Assim a tirei de seu buraco e indiquei um caminho...
Acho que estou chegando a uma conclusão meu problema não é o obsoleto, mas sim o meu caminho que como já entendi será por um bom percurso sozinho. Sem ninguém e pela primeira vez isso me dá medo. O caminho solitário é mais difícil, por isso ou nos deixa mais forte ou nos mata...
Agora compreendo que a ajuda que preciso é apenas moral. Melhor colocar meus tênis, se as pessoas que já ergui já estão em caminhos agora diferentes deve haver mais pessoas que podem precisar de minha ajuda mais para frente. Esta na hora de colocar meu chapéu e seguir um abraço para quem ficar no meio do caminho triste por nada, assim como acabei de estar.
Aqueles que eu já ajudei saberão onde me encontrar e os que vou ajudar, bom estarão pelo caminho. Até mais tristeza!