segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Olhar de pensar para se pensar

Aquele olhar eu tenho a total certeza de não estar vago, apenas olhando e contemplando o nada. Admirando o vazio, ela olhava e pela fisionomia de seu rosto estava a pensar, mas o que seria? O que passava pela cabeça a qual observei naquele estranho momento? Entre uma virada de página, aqueles olhos mostraram a mim um dos mistérios mais profundos e talvez a outros olhos o mais profanos. Pegou-me de susto ver minha gata com semblante pensativo enquanto lia e sussurrava um trecho de um livro...
“Os conhecimentos podem ser transmitidos, mas nunca a sabedoria”
Será que ela, assim como eu, estava a refletir o que a informação que daquele livro saíra?

Eu me vi perdido sobre o que deveria pensar se na frase ou a gata... no que eu deveria pensar? Se gatos pensam ou se posso dizer que tenho mais conhecimento do que sabedoria? Pedi a gata então e ela olhou para mim e com sua cara de sono voltou a dormir. Decidi então aprofundar na frase, na vida e no mundo. Assim passei a tarde com aquela coisa na cabeça, meio perdido, meio encontrado em um livro em um olhar de gato.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

o texto da palestra

Cada um de nós encontra um meio no qual nos é mais familiar nos expressar. Sendo expressar o objetivo puro de toda e qualquer forma de arte. Fazer arte muitas vezes (e principalmente no começo) não é ser famoso, reconhecido, em muitos casos, não é nem mesmo sinônimo de ganhar bem. Fazer arte é se expressar seja movendo-se no ar, no papel, no tecido, na tela, em algum instrumento, ferramenta ou de qualquer outra forma ou meio.
Talvez vocês ainda não notaram como expressam o que há dentro de vocês. Quando não se produz, se copia, ou estou errado? Ou nas músicas que escutam não possui na letra aquilo que há dentro de vocês? O que vestem não é o que querem mostrar e esconder? O que rabiscam não lhes diz respeito?
 No começo é tudo cópia mesmo, mas cada arte permite fazer “clones” diferentes. Os músicos fazem “covers”, os dançarinos imitam as coreografias, os escritores usam as palavras de outros para se expressar e cada forma de arte tem sua forma de copiar.
Depois adaptamos o que sabemos e gostamos a aquilo que queremos expressar. Assim veremos cada vez mais a nossa própria cara naquilo que fazemos, seja isso no papel, na roupa, na tela, nos movimentos, ou na vida, pois esta é a única em que somos agraciados com o dom de poder desfrutar independente das ferramentas que temos ou não. O que basta para viver é estar vivo, o que basta para fazer arte é ter algo para expressar, algo para mostrar.

Eu, o que gostaria de pelo menos lhes ter mostrado é que toda forma de expressão é uma forma de arte. E dizer para mim que vocês não são artistas é o mesmo que dizer que não pensam, não vivem, não se movem e estão sempre pelados. Vocês apenas vão descobrir de que forma ou no que são melhores apenas experimentando, partirá sempre de vocês descobrirem quem são. O que os outros dizem sobre o que sua pessoa é, é o mesmo do que dizer o que tem no mar apenas olhando para a superfície. Não temam nunca o que podem dizer e pensar sobre cada um. Tenham medo, na verdade, é deixar a vida passar e não ter sido aquilo que sonharam em nenhum momento de suas vidas.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

lembrança de desafio

Lendo um livro, lembro que recebi um convite no ano passado para fazer uma espécie de palestra na escola em que estudei. A memória veio e com ela a lembrança do medo, o que falar, o que dizer a uma escola inteira? Eu ao receber o convite, fiquei feliz, o professor que havia dado a ideia de me colocarem lá, deu-me uma semana para pensar se queria ou não. Passada uma semana eu aceitei, mesmo com medo, eu encararia uma platéia repleta de jovens e alguns professores, sem ter publicado um livro, apenas por escrever poesias eu arriscaria algo lá.
Passado o ano ficou para mim apenas a lembrança do convite e o texto que escrevi para me basear em algo que diria. Incrível, fora minha percepção naquele dia para não dizer do convite para alguém, pois ouve uma desistência, esta não sendo minha, deixo-me tranquilo comigo mesmo, não me frustei por não ter feito, mas teria sido uma experiência ótima para mim.
Eu arriscaria, faria algo novo, mas não foi possível. Acho que devemos ter o costume de não fraquejar perante aos desafios, eu tentaria vencer-lo, mas não acreditaram em mim, apenas eu... E vos digo que era o suficiente para pelo menos tentar!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

vendo sonhos

Acostumado com a vida corrida de trabalhador que tinha seguia para o batente, como tinha me atrasado um pouco cortei o café da manhã para poder chegar um pouco mais cedo.Neste dia encontrei um homem era um senhorzinho, simpático e sorridente. Ele sobre seu cassaco de cor cinza havia uma placa amarela com letras vermelhas escrito "vendo sonhos". Eu com fome e pressa para ir ao trabalho, um tanto curioso com aquele senhor, o pedi um sonho. O homem ao ver meu pedido, fez uma careta e disse que teria que caminhar um pouco com ele, a fome era tanta que eu aceitei, fomos caminhando pela rua principal da cidade, bem dizer a única rua asfaltada naquela minúscula cidade.
 Mas a padaria não chegava nunca e eu olhava para ele e ele olhava para mim e ficava cada vez mais sério. Até que em um ponto ele pedia para sentar, como não havia bancos sentamos no meio fio. Então ele começou a falar;
" Incrível, não acha, esta cidade é tão pequena, que não nos deixa nem sonharmos por nossa conta. Olhe para essas poucas pessoas que aqui transitam, elas têm em suas mentes que todos os sonhos só se podem ser realizados fora daqui, pois aqui, dizem elas falta tudo... Devo lhe dizer também que nas cidades grandes acontece o mesmo só mudam mesmo as desculpas, 'essa cidade é muito grande, muitos já fracassaram nisso, não terá público para manter' dizem elas. Mas me responda, se sonhar é algo que vêm de dentro de nós, por que precisamos tanto de aprovação?"
Eu olhei para aquele senhor e fiquei pensando em todos meus sonhos. Ele ia se levantando e eu o questionei o quanto lhe devia e ele sabiamente dizia "sonhar não custa nada".

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ela me veio com calma

 Ela me veio com calma, parecia que esperara aquele determinado momento, pegou-me um tanto distraído, deitado no sofá sem camisa, não me assustei, mas obriguei-me a levantar. A minha barba começou a ser coçada, e eu ainda no sofá, "será possível" pensava a cada instante. Não demorou muito até que deitei novamente me entregando a ela, ela era intensa, linda e perigosa, mas mesmo assim aprofundei-me nela. Senti muito prazer e depois de um tempo ainda não satisfeito. Sentia que precisava de mais e mais, posso dizer que ela me elevava e eu a usava, ou será que ela era quem me usava, só posso dizer que eu e esta ideia apenas nos deixamos por satisfeitos quando juntos recorremos ao papel

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ver e crer?

Ontem vi uma postagem em uma rede social que me fez ver o quanto é vazio o julgamento de certas pessoas, ao ver uma imagem umas três pessoas já decidiram por comentar e criticar. Primeiramente não as condeno por terem feito isto, apenas devo dizer que isso poderia ter sido feito após terem visto que o que estavam julgando era uma imagem e uma legenda criada por alguém para modificar o contesto da imagem!
 Será mesmo que é ver e crer? Olharmos para o que esta diante de nós e ter certeza de que aquilo que vemos é a mais pura verdade? Não consegue enxergar mais longe ou não quer? Deveria ter perguntado isto, mas não o fiz, quando a ignorância impera uma crítica é o começo do fim.
A pressa fez destas pessoas abominarem o senso crítico, pois para ele é preciso ter tempo, se conhecessem um pouco de história entenderiam a barbárie que escreveram. Não cabe a mim entrar no assunto referente a postagem, pois isto acontece tanto que se eu especificar acabo limitando a apenas uma, quando na verdade são inúmeras as asneiras que são compartilhadas em redes sociais.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

De mim para eu

Incrível é a nossa capacidade de colocar toneladas de pressão acima de nossos ombros e tentar carregar como se fossemos capazes de suportar o mundo. Hoje eu escrevo para dar vazão a dor de cabeça que sinto, chega de dar desculpas do por que dela, porém há algo que ninguém ou apenas eu não entendo.
Posso dizer que raramente sou sincero com tudo, (sei que o afirmar isso é perder toda credibilidade, mas isto posso recuperar com o pensamento que se segue).
Acho que muito perdi em alguns relacionamentos, tornei-me mais egoísta, mais desvirtuado, entre outros mais e outros menos. Também ganhei muito diga-se de passagem. Agora eu sinceramente tenho que me questionar se fosse hoje o que teria mudado...
-Eu respondo: a pergunta! Não perderei tempo com o passado e o "se" que teria de consequência direta ou indireta. Então vamos a segunda pergunta!
O que lhe faria fazer as pazes com o presente!?
-Poxa, não sabia que estava em guerra, posso dizer que para deixar de me estressar eu teria que mudar a minha forma de receber uma pergunta, eu adoro esquivar-las, acho que dá muito bem para notar.
-Responderia então qualquer pergunta?
-Creio que sim!
-Qual o motivo para não frequentar os mesmos e velhos lugares?
-Posso responder como falta de interesse, isto sitando tudo em suma, talvez não entenda, mas quando tudo estaciona meu espirito aos pouco começa a se questionar. Aceito erros, sim, mas não aceito comodismo. Satisfeito?
-Não!
-Compreensível, olhe cada semana eu pude ter encontrado desculpas para esconder a minha falta de vontade, mande me ao inferno se não gostar do que lhe digo, mas por favor, queira ser mais do que é. Pertence a minha natureza uma cobrança para ver meus amigos crescerem, assim como os desafios que encontro em minha vida, se estão maiores é sinal que estou ou estarei crescendo com eles!
- Qual o seu recado?
-Que entrevistador mala que você é! Um recado, não sei, sejam irônicos, sejam alegres, sejam felizes, mas sejam uma constante busca por seus sonhos.